Cultura

A Companhia de Jesus chega ao Brasil em 1549, juntamente com a comitiva do primeiro governador-geral Tomé de Sousa.
Após a chegada, os jesuítas construíram em taipa, e com as próprias mãos, a igreja da Ajuda, dentro do perímetro urbano que se estabelecia, cedendo a mesma para que ali fosse instalada a paróquia da cidade.
Construíram os jesuítas a sua segunda igreja, também precária, que logo estaria em ruínas. Com as atividades da Colônia em franco desenvolvimento, coube ao terceiro governador-geral Mem de Sá a construção da terceira igreja, em alvenaria, inaugurada em 1572 na ocasião da festa do Divino Espírito Santo.

Legenda: Tomé de Sousa (1503-1579), primeiro Governador-geral do Brasil.

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A Catedral Basílica de São Salvador é a quarta igreja do Colégio Real da Companhia de Jesus, construída em pedra e cal, seguindo um padrão maneirista, cuja pedra fundamental foi lançada em 1657 e a sua construção realizada ao longo de 15 anos.

Fachada principal da Catedral Basílica.

Após a expulsão, o conjunto arquitetônico ficou abandonado, até que entre 1766/1767 houve a transferência do cabido da diocese para a antiga igreja dos jesuítas em virtude de obras que estavam sendo realizadas na antiga igreja da Sé. Desde então a antiga igreja do Colégio passou a ser a Catedral Metropolitana.

Vista da Nave a partir do Altar-mor.

Em 16 de janeiro de 1923, um Breve do Papa Pio XI eleva a Catedral à categoria de Basílica. Posteriormente, em 25 de outubro de 1980, um Decreto da sagrada Congregação dos Bispos reconhece a Arquidiocese de São Salvador da Bahia como “Sede Primacial” e seu Arcebispo “Primaz do Brasil”.

Detalhe da Cátedra do Arcebispo.

O acervo histórico e artístico da igreja mescla um variado repertório estilístico, construído a partir da ornamentação jesuítica entre elementos maneiristas, barrocos e rococó, acrescido de elementos decorativos do período neoclássico durante o século XIX e XX.

Vista da Fachada da Catedral e parte da fachada da Faculdade de Medicina.

Em 1746, o frontispício da igreja foi alterado e ali foram instaladas três imagens em mármore dos jesuítas Santo Inácio de Loyola (centro), São Francisco de Borja (à direita) e São Francisco Xavier (à esquerda).

Detalhe do frontispício com elementos maneiristas da Fachada principal.

O teto da nave foi concluído em 1701 e apresenta como motivo central IHS o trigrama da Companhia de Jesus, também em latim IESUS HOMINUM SALVATOR (Jesus Salvador dos Homens), o que corresponde igualmente às três primeiras letras do nome de Jesus em grego. 
Ladeando o emblema da Companhia de Jesus estão os quatro evangelistas: Leão (São Marcos), Touro (São Lucas), Homem (São Mateus) e a Águia (São João).

Forro da Nave da Catedral.

O teto artesoado apresenta, igualmente, um trecho da carta de São Paulo aos Filipenses, composto em listeis, e distribuídos em quatro partes no teto da nave: A junção dos quatro painéis significa: “Ao nome de Jesus se dobrem os joelhos no Céu, na Terra e no Inferno”. A junção dos quatro painéis significa: “Ao nome de Jesus se dobrem os joelhos no Céu, na Terra e no Inferno”.

Na igreja de São Salvador está, assentada no nicho do arco-cruzeiro, a imagem de Cristo Salvador, entronizada em 1746, considerada a maior escultura sacra no interior de uma igreja no Brasil.

Emblema da Companhia de Jesus.

Imagem de Cristo Salvador. Madeira Policromada. Séc. XVIII.

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A importância histórica e artística que caracteriza a Catedral Basílica de Salvador garantiu, em maio de 1938, o processo de tombamento pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional com o objetivo de preservação do patrimônio.
Este processo consiste um ato administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Com o duplo objetivo de expor e preservar, a Catedral Basílica de Salvador oferece ao público, a possibilidade de contemplação da riqueza do seu patrimônio através de visitação às áreas da igreja e sacristia com o acervo de bens móveis, integrados e a arquitetura em si.
As visitas podem ser feitas diariamente, das 09:00 às 18:00h com ingressos vendidos no local ao custo de R$5,00. Visitas guiadas para grupos também podem ser solicitadas e agendadas com antecedência, de acordo com a disponibilidade das partes, através da seção CONTATO.

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Dada a importância da Catedral Basílica para a vida e história da Igreja no Brasil, bem como a sua grande relevância histórica e artística, sob o ponto de vista do patrimônio e cultura, é bastante natural que a sua abordagem enquanto objeto de pesquisa no âmbito acadêmico seja altamente recorrente.


Pesquisadores de diversos campos e sob diferentes abordagens e olhares têm tradado da Catedral Basílica de Salvador, em sua totalidade ou pormenores relacionados, como tema de investigações que resultam em produção científica que colaborando para a produção e divulgação do conhecimento relacionado à sua história, propagando assim, um chamado para a importância e necessidade da sua preservação.


Esta produção, em sua grande maioria, está disponível através de publicações como artigos, dissertações, teses e livros, publicados tanto em meio físico impresso, como em meio digital com amplo acesso através das ferramentas de busca em sites e portais das instituições acadêmicas. 


Do acervo bibliográfico cuja abordagem trata da Catedral Basílica de Salvador ou temas a ela relacionados,  podem ser destacadas algumas referências como as listadas abaixo. Muitas outras, aqui não listadas, podem ser encontradas no site do repositório institucional da Universidade Federal da Bahia, clicando aqui: https://repositorio.ufba.br/ri/?locale=pt_BR

Bibliografia

 

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Petrópolis, Vozes, 2001. 2 v.

 

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Antonio Vieira, 2006. 93 p. Il.

 

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XXVII, fax 64 (76), ano 1973. [Separata da Revista Bracara Augusta].

 

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Rio de Janeiro e Pernambuco. Rio de Janeiro: Versal, 2017. 576p. Il.

 

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DANNEMANN, João Carlos. Coleção de bustos-relicários da antiga igreja do Colégio de

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FABRINO, Raphael João Hallack. Guia de Identificação de Arte Sacra. Rio de Janeiro: PEP/IPHAN, 2012.

 

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SIMÕES, João M. dos Santos. Azulejaria portuguesa no Brasil (1500-1822). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1965. 450p. Il.

 

SOBRAL, Luís de Moura. Espiritualidade e propaganda nos programas iconográficos dos Jesuítas Portugueses. In: Colóquio Internacional, Porto, 2004, pp.385-415. A Companhia de Jesus na Península Ibérica nos sécs. XVI e XVIII: Espiritualidade e cultura. Actas. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Instituto de Cultura Portuguesa; Universidade

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SOUZA, Affonso Ruy de. Catedral Basílica. Pequeno guia das Igrejas da Bahia. Vol.1.

Salvador: Prefeitura do Salvador, 1949. 27p. Il.

Catedral Basílica de Salvador

Ficha Técnica

 

Ideia e Concepção

Vicente Santana

Design e Desenvolvimento

Lirio Web Digital

Fotografias

Marcio Shimamoto

Pesquisa Histórica e Texto

Belinda Neves

Tradução para o Inglês

Rose Pezzano 

Texto Liturgia

Pe. Nilton

Texto Boas Vindas

Pe. Abel Carvalho

Assessoria e Colaboração

Ricardo Vieira

Endereço

Largo Terreiro de Jesus, s/n - Pelourinho, Salvador - BA, 40020-210 | Brasil

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